Reabilitação da estética facial, qual o papel da Cirurgia ortognática e quais os benefícios desse tratamento?

25 de junho de 2018
Cirurgia ortognática - 1
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Dentre as especialidades odontológicas que atuam diretamente com a estética do sorriso e da face, a cirurgia ortognática ocupa um destaque especial dentre essas especialidades que reabilitam as anomalias dentofaciais responsáveis pelo impacto negativo que algumas maloclusões carregam de forma negativa para o indivíduo. Em mutos casos esses transtornos acabam comprometendo a autoestima e consequentemente problemas de socialização.

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Alteração facial, antes e após a cirurgia ortognática

Este procedimento corrige o malposicionamento e anomalias do crescimento dos maxilares, e melhorando a estética facial, a oclusão (engrenamento dos dentes), a articulação mandibular, além de distúrbios respiratórios como ronco e apneia do sono. Além de corrigir deformidades dentofaciais, ou seja, deformidades congênitas ou adquiridas que acometem os maxilares e resultam em alterações esqueléticas e dentárias que repercutem na face. Desta forma, consequentemente, integra o indivíduo plenamente a um ambiente social mais favorável, repercutindo positivamente em sua vida.

O paciente candidato à cirurgia ortognática apresenta uma desarmonia na face, associada na maioria das vezes, a uma “mordida errada”. Em alguns casos, porém, tal desarmonia pode estar presente mesmo em um paciente com engrenamento dentário satisfatório.

Existem diversos tipos de deformidades dentofaciais, podendo acometer maxila, mandíbula ou ambos. Estas deformidades são didaticamente divididas em anteroposteriores, verticais, transversais e assimétricas, embora comumente sejam associadas umas às outras.

Objetivos da Cirurgia Ortognática:

1. Corrigir eventuais falhas de oclusão (corrigir “a mordida”).
2. Promover mudanças estéticas favoráveis à face e ao sorriso.
3. Promover harmonia dos traços faciais.
4. Corrigir problemas funcionais, como de mastigação, fala, deglutição e respiração.
5. Melhorar a permeabilidade das vias aéreas superiores, especialmente em pacientes com apneia obstrutiva do sono e problemas de ronco.

Para quem está indicada a Cirurgia Ortognática?

As principais indicações são:

1. Retrognatismo – mandíbula pequena;
2. Prognatismo – mandíbula grande e/ou maxila pequena;
3. Assimetrias – maxilares tortos;
4. Disfunção da ATM;
5. Atresia de maxila – mordida cruzada posterior; maxila estreita;
6. Ronco e Apnéia Obstrutiva do Sono.

As dúvidas mais frequentes:

A Cirurgia Ortognática é um procedimento arriscado?

A cirurgia ortognática, se tratando de um procedimento eletivo, não apresenta alto índice de complicações, como comprovado pela revisão de literatura, onde estima-se uma incidência de complicações graves em torno de 1:100.000 e 1:150.000 casos.

Para minimizar ainda mais estes riscos, é imprescindível contar com uma boa equipe anestésica, um bom hospital para dar ao cirurgião mais recursos, e uma avaliação dos exames pré-operatórios minuciosa. Desta maneira, pacientes jovens e sem comorbidades associadas apresentam baixíssimo risco de complicações. Em caso de doenças sistêmicas associadas, ou idade mais avançada, exames pré-operatórios garantirão se há segurança, com riscos mínimos para o sucesso da cirurgia.

Repouso Pós-Operatório:

Após a cirurgia, o tempo de repouso é de aproximadamente 2 semanas. Normalmente, em 15 dias o paciente já está apto a exercer suas tarefas diárias, todavia, com algumas limitações que variam de acordo com cada caso.

Edema(Inchaço) Pós-Operatório:

É relativamente comum ocorrer um volumoso edema facial nos primeiros dias após a cirurgia. A maior parte resolve-se em aproximadamente 2 semanas e o resquício desaparece gradualmente nas semanas seguintes.

Dor e desconforto Pós-Operatório:

Dor não é uma manifestação típica após o procedimento cirúrgico. Ainda assim, o paciente é medicado preventivamente com anti-inflamatórios e analgésicos para que qualquer desconforto ou evento doloroso seja evitado.

Cicatrizes na pele:

Uma preocupação frequente é em relação a cicatrizes externas. Salvo raríssimas exceções, o acesso cirúrgico é feito intrabucal, não cortando a pele, e portanto, não deixando cicatrizes na mesma.

Após a cirurgia ortognática, ainda é necessário utilizar o aparelho ortodôntico?

Na próxima fase do tratamento, o Cirurgião recomenda o retorno ao ortodontista o mais breve possível para realizar a “finalização ortodôntica”, o refinamento da oclusão dentária, que é importantíssimo para a estabilidade do tratamento ao longo dos anos e normalmente é concluída em poucos meses.

Meu rosto vai mudar muito?

Esta pergunta depende basicamente de dois fatores: em primeiro lugar, o grau de mudança na estrutura facial varia diretamente em relação ao grau do defeito a ser corrigido; em segundo, da expectativa do paciente. Muitos pacientes desejam grandes alterações faciais, enquanto outros somente desejam corrigir problemas de oclusão, sem que tenha muitas alterações de suas feições. Este desejo será levado em consideração durante o ejamento cirúrgico, para que a expectativa possa ser atingida dentro do possível.

Por Dr. José Renato Brandão

Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial – UERJ-RJ.

Mestrando em Ciências da Saúde – UFS-SE.

Implantodontia – AD-RJ

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